Um dos músicos mais charmosos do planeta, Leonard Cohen, completa hoje três quartos de século de vida, isto é, 75 anos. Apesar do desmaio do artista há três dias, em pleno espectáculo em Valencia, Espanha, espera-se que o cantor canadiano esteja esta noite de plena saúde para soprar as velas num sítio que voltou a conhecer bem, o palco (esta noite é em Barcelona). Aos trinta e quantos, depois de mais de 10 anos de actividade pública literária enquanto poeta, o músico resolve registar o seu nome nos compêndios da história da música popular com o seu brilhante álbum de estreia "Songs of Leonard Cohen". Leonard Cohen não apenas roubou todas as mensagens que gostaríamos de enviar à nossa amada, inventou também o idílio da canção folk perfeita e sonhadora, em fatias de magia que espalhar-se-iam ao longo dos seus quatro primeiros álbuns - de "Songs of Leonard Cohen" (1968) a "New Skin for the Old Ceremony" (1974). Nessa altura, os seus fatos não eram tão engomados; a gravata via-se menos; e o cabelo tinha um penteado mais selvagem. Leonard Cohen tinha a pinta de um poeta idealista despreocupado com luxos materiais. A influência da folk rude de Dylan tinha ficado para trás, para as calendas de um encorajamento; Cohen tinha descoberto uma folk terna, sedutora, sussurrada aos ouvidos de cada fã, que fez imaginar cada mulher-ouvinte como a sua musa, que empolgou cada homem-ouvinte para as garras de um Romeo. 'So Long, Marianne', do primeiro longo de Cohen, não é excepção. Pode ouvir esta canção na rádio de artista Leonard Cohen & Co.


